nesse abril de 2022 completei trinta-e-dois-fucking-anos e ainda me pergunto: como foi que cheguei até aqui? esse lugar curioso que me faz pensar em como tô velha, ao mesmo tempo que também me faz ter a consciência de que ainda tenho pelo menos outros 32 anos pela frente. ou seja, mais uma vida inteira pra ser vivida.
o lado bom de ter passado dos trinta é que tô finalmente começando a sentir a famosa libertação de que tanto falam. e pra uma pessoa que sempre se afetou MUITO com coisas externas, posso dizer que tenho percebido com alegria e alívio esse movimento contrário começar a acontecer. cada vez menos coisas me abalam, surpreendem ou magoam. sinto que já vivi muita coisa e acumulei muita bagagem alheia desnecessária, então finalmente consigo começar a liberar toda essa tralha pra dar espaço para os novos aprendizados que estão por vir (e sei que virão muito possivelmente causando dor, porque é assim que a vida é).
não sinto mais a necessidade de me provar a todo custo, são poucas as coisas e pessoas com que me importo de verdade. tenho aprendido a ser cada vez mais seletiva — em todos os sentidos possíveis e imagináveis — e também a me colocar em primeiro lugar, coisas impossíveis para a karine de vinte e poucos anos (que sempre se achou tão madura e espertinha). tô experimentando um tipo de liberdade mental que não consigo explicar em palavras, só sei que mudanças estão acontecendo e isso é diferente de qualquer outro momento que já vivi na vida.
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| lembranças de abril/2022 |
agora já estamos no meio de junho, mas achei que esse abril deveria ficar registrado aqui no blog mesmo que fora de ordem. beijos, bom feriado pra vocês e até o próximo post!
