as emoções são como o mar, é preciso aprender a navegar

praia do paúba, 2023


hoje eu não quero falar sobre sumiço, nem sobre como parece que estou vivendo cinco anos em um nesse 2023. isso que acabamos de sair de abril, mês que foi infinito e cheio de acontecimentos, diga-se de passagem. eu só quero lembrar da primeira viagem que esse dois mil e vinte e três me trouxe, pra revisitar paúba, praia que certamente virou minha preferida do litoral norte de são paulo. são memórias de dias de paz, sol, trilhas, cafés da manhã, pernilongos, cheiro de protetor solar e incenso cheiroso, vinho tinto, nascer do sol, caipirinha de pitaya, comidinhas gostosas, canga estendida na areia, fotos (muitas fotos) — e o item mais importante dessa lista — meu reencontro com o mar.

amo quando o mar é calmo, a água é clara e a praia parece uma imensa piscina. amo boiar (por muito, muito tempo) enquanto ouço o nada do oceano. amo sentar na areia e olhar o mar, pensando na vida, pensando em nada. amo ficar em silêncio e observar a vida acontecendo ao meu redor. amo pegar uma trilhazinha que me abre para mil possibilidades de vistas bonitas. amo tudo que envolve estar em contato com o mar, desde criança, e mesmo assim passei alguns anos longe disso fazendo viagens mal aproveitadas. como foi bom poder voltar e me reconectar com essa parte de mim que vive sendo esquecida e engolida pela vida urbana (que também amo, mas não me basta).

na astrologia, os signos de água falam sobre nossos sentimentos e emoções, sobre como lidamos (ou não) com as coisas que nos atravessam o peito. é um elemento poderoso e complexo. como foi bom estar presente ali, naqueles momentos, pra poder viver e sentir tudo que precisava. o mar quase como uma extensão de mim mesma.

a vida é boa (às vezes).


esse post foi publicado originalmente quando o kaffeina estava hospedado no wordpress e infelizmente perdi todos os comentários :(